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Um sonho de estrela

 

     Era uma vez, uma estrela cintilante, que queria viajar pela galáxia.

           Certo dia, ela desapareceu. Todas as suas amigas a procuravam e ela não foi vista, nem pela lua, nem pela estrela rainha-mãe; sol.

          A estrela cintilante corria, bailava em liberdade, longe das suas amigas.

         – Como é grande o céu!

         – Quero ir ver a terra, é noite vou chegar mais perto.

        Sem pensar no perigo, a estrela foi puxada pela gravidade da terra e começou aquecer aflitivamente.

       – Quem me ajuda?

      E, logo as nuvens, sopraram, empurrando – a

Para junto da lua.

       Suas amigas a esperavam. E, o sonho despertou.

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O Segredo

Era uma vez, uma pequena aldeia, com cerca de cem habitantes, quase todos anciãos, situada no topo do mundo.

Os habitantes eram governados pelo ancião mais idoso, ele tinha barbas brancas, muito longas, e dentro do seu coração guardava um segredo dos seus antepassados, que fora transmitido de geração em geração.

Ele era conhecido como o Mestre Ancião e trazia na sua cintura uma chave dourada.

Na pequena aldeia viviam em paz e união.

Certo dia, aproximou-se da aldeia um nobre cavaleiro, que querendo comprar a aldeia, prometeu melhorar a vida de todos os anciãos.

Levaram-no à presença do Mestre Ancião.

Este apenas lhe respondeu que se fosse embora da sua aldeia.

O nobre cavaleiro retirou-se aborrecido, prometendo voltar mais tarde.

Na aldeia gerou-se uma grande confusão – discórdias e desentendimentos – pois uns queriam vender a aldeia, mas os outros não queriam intrusos nela.

E assim os dias foram passando.

O Mestre Ancião pensou sobre o que tinha acontecido, e como já estava a ficar velho demais para guardar tão grande segredo, decidiu contá-lo.

Reuniu todos os aldeões e levou-os a uma floresta que rodeava a aldeia.

Nunca ninguém lá ia, pois esta era muito densa.
Depois, de horas, de caminhada por entre as grandes árvores, surgiu um penhasco, onde havia uma ponte de madeira.
Atravessaram-na e do outro lado …

… Encontraram uma pequena porta numa árvore muito antiga.

Enquanto olhava as caras espantadas dos habitantes, o Mestre Ancião pediu-lhes segredo, pelo que iriam ver a seguir.

Pegou na sua chave dourada e abriu a porta, pediu a todos que entrassem e, entrando também, fechou a porta.

 

Entraram numa outra floresta, esta era muito clara e com caminhos onde se podia passear entre as árvores.
Muitos animais passavam por eles: coelhos, veados, pássaros, todos lhes pareciam dar as boas vindas.

Um rio que tinha águas cristalinas e peixes coloridos passava ao lado deles.
Tudo era de uma beleza inimaginável, de uma paz uma harmonia enorme.

Os anciãos estavam maravilhados, não só com a natureza que os rodeava, mas também com as pedras preciosas e o ouro que enchiam a floresta de cor e brilho.

Depois de algum tempo, passado a passear na floresta, decidiram que já estava na hora de voltarem a casa.
E voltaram… cheios de amor e mais unidos do que nunca.

 

Reunidos no centro da aldeia, o Mestre Ancião, explicou-lhes que não podiam viver lá, pois iriam interferir na harmonia daquela terra, mas que, sempre que estivessem cansados ou tristes, poderiam ir lá – um de cada vez

Certo dia, como havia prometido, o nobre cavaleiro voltou, novamente, á aldeia.
Vinha com uma carruagem cheia de ouro, para comprar a aldeia.

O Mestre Ancião recebeu-o e convenceu-o de que ninguém na aldeia queria vender suas terras, disse-lhe que seria melhor que fosse embora e que nunca mais voltasse.

Os habitantes da aldeia ficaram felizes pela descoberta que tinham feito e por terem aprendido que o materialismo, por maior que seja e mais brilho que apresente, nunca traz felicidade superior à de se viver numa harmoniosa simplicidade, de pura amizade e de corações cheios de verdadeiro Amor.

Autoria de Alda Pereira


A árvore ambiciosa

Era uma vez duas árvores, que cresciam á beira de um rio.

As árvores descobriram, que afundando suas raízes no profundo lodo do rio, elas encontravam mais vitaminas para sua seiva, crescendo mais depressa.

Então, certo dia, as duas árvores disputaram, qual delas era mais alta. Sem demora, as árvores começaram a crescer muito depressa.

Á noite, era fresquinho e lá do cimo viam o luar reflectir nas águas longínquas do rio.

Mas, durante o dia estava muito calor.

A árvore mais alta gabava – se orgulhosamente do seu triunfo, a outra árvore permanecia mais pequena e contentava – se com o facto.

Passado dias, o verão chegou, trazendo muito calor.

A árvore enorme estava cada vez mais ambiciosa, alimentava – se muito e o seu crescimento não parava.

Numa manhã, ela sentiu – se na solidão, sem companhia para conversar, já não desejava crescer mais, mas não conseguia parar de crescer.

O sol escaldante começou aquecer, as folhas da árvore queimaram – se pelos raios do sol, e a doença apoderou – se da árvore.

Sem água, a árvore morreu, caiu sob a terra.

As outras árvores lamentavam o facto da ambição, matar. E, a humildade as tornar mais verdinhas, vistosas e robustas.

Unidas na companhia umas das outras, e ocupando o lugar que lhes pertence, assim florirão e espalharam suas sementinhas., na alegria dos passarinhos.

Autoria de Alda Pereira


O Patinho Dorminhoco

Era uma vez, três patinhos muitos amigos.
Eles estavam no palheiro, na Quinta da tranquilidade.
Quando o galo cantava, começava a agitação, na pequena quinta.
Os dois patinhos madrugadores, levantavam – se e dirigiam – se para o lago. Já os dois patinhos
brincavam na água, e … lá longe, vinha aflito o patinho dorminhoco.
– Olá, cão! Tu viste os meus irmãos?
– Foram para o lago, respondeu o cão.
– Olá. Gatinho! Tu viste os meus irmãos?
– Foram para o lago, respondeu o gato.
Sempre a correr, o patinho continuou a percorrer o caminho do lago.
– Olá, amigo caracol! Tu viste os meus irmãos?
– Olá, patinho, os teus irmãos estão a brincar no lago, respondeu o caracol.
Chegando ao lago.
– Olá, irmãos, vão brincar?
– Olá, nós vamos para o ninho, estamos cansados.
E, lá ficava o patinho dorminhoco na água, sozinho.
Ele lamentava o seu atraso, mas a sua preguiça em nada, o alegrava.
– Esperem por mim, também, eu vou para a toca da palha, quero descansar com vocês.
E, lá vão os três patinhos cansados, em fila para o ninho dormir.

 

Autoria de Alda Pereira